Passaram-se
dias desde aquela conversa, e desde que decidimos que não íamos exigir
demasiado um do outro, que iríamos apenas deixar-nos levar. Passaram-se dias
desde que me disseste que não querias afastar-te de mim, embora não saibas
definir o que sentes. Passaram-se dias desde que eu te perguntei se, já que aquilo
que temos é tão vago, isso nos permitia procurar outras pessoas, e tu me
disseste que não serias capaz de estar com outra pessoa enquanto “estás” (na
minha maneira de ver as coisas, não estás nem de perto) comigo e que esperavas
de mim o mesmo. E dias se passaram em
que mal falámos. Eu fiquei desiludida com o pouco que te importas e tu ficaste
certamente assustado com o tanto que eu me importo. Estamos estranhos e eu sei
que isto não vai passar de um dia para o outro. Mais do que isso, estou com a
sensação de que isto é o início do fim. Não me apetece lutar por ti agora, até
porque sei que isso te vai afastar ainda mais. Estou a deixar os dias passar. E
mal tu sabes o quanto eu penso em ti. Mas estou a deixar-me envolver mais com
outras coisas, estou a tentar convencer-me que não preciso de ti para ser
feliz. Enquanto isso, não faço ideia do que tu estás a fazer. Inevitavelmente,
estou à tua espera quando quiseres voltar, mas podes ter a certeza de que não
sou eu que vou buscar-te.
"As coisas mais insignificantes têm, às vezes, maior importância e é geralmente por elas que a gente se perde…" (Dostoiévski)
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011
domingo, 17 de julho de 2011
Querido subconsciente
Sim, tu que estás aí e que ainda acreditas que o príncipe vai chegar montado no assento número 45 da rede expressos e salvar a princesa que o aguarda na varanda do seu quartinho alugado. Para ti tenho algumas palavras. Andaste desaparecido durante uns tempos, deixando-me entregue aquele tipo a que chamam cérebro, e agora voltaste para me atormentar. Não me interpretes mal, gosto da tua presença. Fazes-me sorrir ocasionalmente, até mais do que estaria à espera. Mas tens que admitir que és um tanto ou quanto trapaceiro. E essa luta que insistes em travar com o outro tipo com quem passei tanto tempo, está a provocar-me comichão. Já tiveste varicela meu querido? Pois é, comichão pior do que essa! Daquela que, não importa se estás ocupado com outras coisas ou não, no fundo só te queres coçar. Daquela que não te deixa dormir. Irritante não é? Não quero tomar partidos aqui, mas a convivência entre nós os três está a tornar-se difícil. sábado, 5 de fevereiro de 2011
Medo
Hoje vou falar de ti. Vou fazê-lo porque nunca o faço, e se este espaço não existisse provavelmente não o faria. Não significa que não pense em ti, até porque estás sempre presente na minha vida, directa ou indirectamente. Estás presente no meu modo de andar, nos meus traços, no meu mau feitio, nos meus gostos culinários, no meu humor tolinho, no meu orgulho, na minha força, nas minhas acções. E estás, inevitavelmente, presente no meu pensamento. Não falo de ti, não porque não me orgulho de tudo o que foste como pessoa e acima de tudo do que foste comigo, mas porque despertas em mim o lado que muito poucas pessoas conhecem e sobretudo porque ainda dói, e vai doer sempre. Hoje falo de ti porque estou com medo. Estiveste sempre à altura de cada dificuldade, de cada momento da minha vida, enquanto te foi possível. Eras exemplar no papel que desempenhavas e adoravas fazê-lo. Sei que sim, e todos à nossa volta conseguiam percebê-lo. Tínhamos uma cumplicidade invejável, talvez por todas as semelhanças que nos uniam, talvez porque adorávamos passar tardes a ver filmes e a roubar fatias de queijo da cozinha, porque eu detestava dormir durante a tarde mas as sestas com a cabeça no teu colo eram irresistíveis, porque eras a única pessoa que sabia fazer-me cócegas e fazer-me rir até chorar, porque adorava aquele momento do dia em que lias para mim, porque me mimavas mais do que devias, porque eu fazia tudo para te deixar orgulhoso de mim e porque tu te orgulhavas de cada gesto meu, por mais insignificante que pudesse ser. Penso muitas vezes se te orgulharias de mim agora. Não sei se me apoiarias em todas as decisões que tomei nestes anos, mas sei que o teu amor incondicional seria sempre meu. Hoje falo de ti porque cada um destes momentos me foi arrancado sem aviso, e só me restam memórias. E houve alguém que eu conhecia desde sempre, alguém que é tão parecido contigo (não fosse ele teu irmão), alguém que soube fazer parte da minha vida e estar tão próximo do teu papel, embora nunca tentasse substituir-te. Esse alguém é o meu “alguém” mais próximo daquilo que tu foste. É mais importante para mim do que aquilo que ele pode imaginar. Ou talvez imagine. Ambos gostamos de manter a nossa fachada, esperar que os outros percebam aquilo que sentimos sem que seja necessário dizê-lo. Hoje falo de ti porque estou com medo que também ele me seja arrancado, porque o meu maior desejo neste momento é que ele saiba que eu não suportaria, mais uma vez na vida, resignar-me a ter apenas memórias, e viver feliz com isso.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Casa
Vou para CASA!!! Um mês depois, vou para minha CASA.
Tenho saudades... saudades de acordar na MINHA CAMA, da mãe, do pai, do mano, da mana, do cão!! (apesar de eles terem feito uma visita à duas semanas)
Saudades da comidinha da mãe, de embirrar com a mana, pintar a macaca com o mano e estar sentada com os paizinhos no sofá!!!
Por isso minha gente, este fim de semana é só meu..e deles :)
Tenho saudades... saudades de acordar na MINHA CAMA, da mãe, do pai, do mano, da mana, do cão!! (apesar de eles terem feito uma visita à duas semanas)
Saudades da comidinha da mãe, de embirrar com a mana, pintar a macaca com o mano e estar sentada com os paizinhos no sofá!!!
Por isso minha gente, este fim de semana é só meu..e deles :)
Bom FIM DE SEMANA para vocês, que o meu vai ser óptimo!
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