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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Dos dias que passam...



Passaram-se dias desde aquela conversa, e desde que decidimos que não íamos exigir demasiado um do outro, que iríamos apenas deixar-nos levar. Passaram-se dias desde que me disseste que não querias afastar-te de mim, embora não saibas definir o que sentes. Passaram-se dias desde que eu te perguntei se, já que aquilo que temos é tão vago, isso nos permitia procurar outras pessoas, e tu me disseste que não serias capaz de estar com outra pessoa enquanto “estás” (na minha maneira de ver as coisas, não estás nem de perto) comigo e que esperavas de mim o mesmo.  E dias se passaram em que mal falámos. Eu fiquei desiludida com o pouco que te importas e tu ficaste certamente assustado com o tanto que eu me importo. Estamos estranhos e eu sei que isto não vai passar de um dia para o outro. Mais do que isso, estou com a sensação de que isto é o início do fim. Não me apetece lutar por ti agora, até porque sei que isso te vai afastar ainda mais. Estou a deixar os dias passar. E mal tu sabes o quanto eu penso em ti. Mas estou a deixar-me envolver mais com outras coisas, estou a tentar convencer-me que não preciso de ti para ser feliz. Enquanto isso, não faço ideia do que tu estás a fazer. Inevitavelmente, estou à tua espera quando quiseres voltar, mas podes ter a certeza de que não sou eu que vou buscar-te.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

OA - Otárias Anónimas


Olá, eu sou a AC e sou uma otária. E gosto. Ou pelo menos é mais fácil ser assim. Estou ainda a pensar se quero a cura. Sou manhosa, tenho pouca fé nas pessoas, mas quando decido dar uma hipótese a alguém, que levem de mim o que quiserem que eu deixo e ainda ofereço mais. E quando falamos deste tipo, pior ainda. Nunca percebi este efeito que ele tem em mim. Venha qualquer outro elemento do sexo masculino, que eu sei dar um chega para lá, mesmo quando não há necessidade disso. Não me sei entregar de corpo e alma a mais ninguém, mas este gajo deve ter-me embruxado, só pode. Convenço-me todos os dias que vou aproveitar só o presente, que vou deixar andar. E depois basta saber de uma história qualquer que o envolve a ele, umas mensagens e uma tipa que eu não gosto e cai o mundo. Faço uma tempestade mental das minhas (e note-se que acho que tenho bastantes razões para isso), falo com ele e começo a aperceber-me que o que me magoa mesmo não é a merda da história, mas sim o quanto isso me faz aperceber de tanta coisa… Caem-me as lágrimas, juntamente com a baba e o ranho, tudo juntinho como o verdadeiro drama gosta. Cai-me também a realidade em cima e tenho a noção, mais uma vez,  de que eu quero mais, e ele não sabe o que quer. E é que nunca vai saber, por muito tempo que eu espere. Mais patético que isso, eu pondero (sim, estou a ponderar -> IDIOTA <- ) se o mando para o caralho e choro mais baba e ranho, acrescido de dias de apatia e noites sem dormir (que isto é daquelas coisas mesmo sérias, daquelas que podiam ter sido escritas pelo Nicholas Sparks), ou se me sujeito e isto, torno-me no inverso dos meus conselhos e no que sempre me orgulhei de não ser…e basicamente não saio da cepa torta. O pior é que eu não entendo. A conversa sobre a história das mensagens levou ao baile do costume…eu digo que esta nossa “coisa” acabou, ele diz que eu não tenho razão para isso nem para me preocupar com nada, mas não me sabe dizer porquê. E será que não dá para perceber que é isso mesmo que eu preciso de saber? Não? Porque é que não pode acabar? Porque assim tens com quem dar umas quecas? Ofende-se porque digo as coisas assim. Então porquê? Porque gosta de estar comigo diz ele. Ai sim? Então porquê? Não sabe explicar. Então eu explico. Porque gostas de mim e não consegues admitir meu atrasado mental! E expliquei mesmo, que quando se me destrava a língua, ninguém me pára (mas sem a parte do atrasado mental). E ele diz que não pode dizer que não, mas que evita pensar nisso, que sabe que quer estar comigo, sabe que eu o faço rir, sabe que tem vontade de falar comigo, sabe que quis contar a toda a gente, sabe que eu lhe faço bem…mas não consegue explicar porquê. E eu desespero mais um bocadinho porque me apercebo que este gajo é bem capaz de ser um caso perdido e nunca vai abrir o raio do coração, ou o que tem lá no sítio dele. Diz ele que não consegue, que sabe que é injusto comigo, e que não me pode pedir para eu esperar. Esperar o que? Se não tens, também já não te nasce meu amigo. Seis meses nisto e não vejo nada. Tenho que admitir que melhoraste, mas se vamos a esta velocidade, lá para 2020 chegamos a uma conclusão. Isto se entretanto não achares um outro alguém com quem tudo te pareça mais simples, ou eu não falecer com uma úlcera nervosa. Mas eu, a otária, vou achar que sim. Está-se mesmo a ver. Porque, rais parta o meu romantismo selectivo, sou bem capaz de achar que não consigo viver sem ti. Mas em contrapartida, o que é que eu faço com um tipo que não consegue organizar os pensamentos, que acha que uma demonstração de carinho é capaz de ser pecado e que falar daquilo que sente pode muito bem provocar-lhe lepra? Pior do que isso, o que é que eu faço se ele se cansa disto antes de mim? Já estou naquele ponto em que largar a mão agora ou largar depois vai-me fazer estatelar no chão com as tripas de fora de qualquer forma. A conversa fica a meio, pedes-me que me acalme, que pense bem nisto, recusas-te a aceitar qualquer decisão que tome hoje, dizes que amanhã falamos novamente sobre isto. Decisões por tomar, meio maço fumado, amanhã há mais drama. Dormes tu? Dormes pois que a ti não te aperta tanto o peito como a mim. Eu é que não durmo de certeza.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Vou ali apaixonar-me mais um bocadinho, já volto!



E amanhã ele vem ter comigo outra vez, quatro dias inteirinhos. E durante mais uns dias vou desistir de tentar perceber alguma coisa do que se está a passar...e aproveitar! Se eu gosto de me enganar e pensar que ainda vamos algum lado com isto, tu certamente te enganas ao tentar demonstrar que não pensas nisso. Ultimamente mostras bem mais do que aquilo que gostarias de conseguir esconder. Não sei ao certo o que te vai nessa cabecinha confusa, mas sei que tens vontade de estar comigo. Sei que em vez de me pedires para ir ter contigo, por saberes que é mais difícil para mim, te ofereces para vir cá. Sei que contaste a todos os teus amigos o que se passa entre nós e que não tens problemas com demonstrações públicas da nossa cumplicidade. Sei que agora não passas mais de dois dias sem saber de mim, falar comigo. Sei que a forma como me abraças é mais forte. Sei que tens medo que eu não queira estar mais contigo. Também sei que já percebeste que te quero perto de mim, embora ainda vá conseguindo enganar-te ocasionalmente.
Podemos nunca chegar a lado nenhum, afastarmo-nos algures pelo caminho, mas sei que agora estás muito mais perto de mim do que aquilo que eu poderia imaginar há uns meses atrás. E sabes que mais? Podes ir-te deixando ficar, que não incomodas...



domingo, 17 de julho de 2011

Querido subconsciente


Sim, tu que estás aí e que ainda acreditas que o príncipe vai chegar montado no assento número 45 da rede expressos e salvar a princesa que o aguarda na varanda do seu quartinho alugado. Para ti tenho algumas palavras. Andaste desaparecido durante uns tempos, deixando-me entregue aquele tipo a que chamam cérebro, e agora voltaste para me atormentar.  Não me interpretes mal, gosto da tua presença. Fazes-me sorrir ocasionalmente, até mais do que estaria à espera. Mas tens que admitir que és um tanto ou quanto trapaceiro. E essa luta que insistes em travar com o outro tipo com quem passei tanto tempo, está a provocar-me comichão. Já tiveste varicela meu querido? Pois é, comichão pior do que essa! Daquela que, não importa se estás ocupado com outras coisas ou não, no fundo só te queres coçar. Daquela que não te deixa dormir. Irritante não é? Não quero tomar partidos aqui, mas a convivência entre nós os três está a tornar-se difícil.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

sábado, 28 de maio de 2011

Sabes, eu acredito...




...que para cada um de nós existe mais do que uma pessoa certa. Eu acredito que vai haver um outro alguém que desperte em mim tudo aquilo que um dia tu despertaste. Não vai ser igual, nem quero que assim seja. Essa pessoa não vai ter o teu jeito, não vai dizer as mesmas piadas, não vai reagir da mesma forma perante a minha personalidade, não vai gostar das mesmas características que tu gostaste em mim um dia, não vai abraçar-me como tu, não vai gostar da mesma música, não vai ver-me com os teus olhos. Mas vai ser igualmente perfeito aos meus olhos. E no entanto não vai roubar a importância que tiveste na minha vida.
Já não acredito que ainda vamos ser de novo "nós". Já consigo ver que não posso agarrar-me ao que fomos um dia. Somos muito diferentes daquele passado, tu e eu. Mas não te enganes, ainda acho que seríamos muito bons juntos. Não estou à tua espera, não vais acordar um dia e perceber que estás a perder uma oportunidade de ser feliz. Estamos muito longe agora. E não é só em distância física e tudo o que isso acarreta. Estou a tentar largar, juro que estou. Pedi-te que te distanciasses para que pudesse esquecer-te e soubeste entender e respeitar a minha decisão. Como poço de contradições que sou, isso ainda me fez querer-te mais. Podias ter sido um parvalhão egoísta, pensar apenas no proveito que podias tirar da minha fragilidade, e no entanto não o fizeste. E em tantos momentos desejei que o fizesses. Mas sabes, sinto falta de falar contigo... Não para tentar puxar-te para mim, simplesmente porque sinto. E sei o mal que isso pode fazer-me...mas também sei o mal que me faz não saber de ti! O que é que é suposto eu fazer com estes impulsos meu menino? E porque raio parece que em cada pormenor do meu dia-a-dia, há sempre alguma coisa que me faça lembrar de ti?


quarta-feira, 20 de abril de 2011

Vamos lá interiorizar...


quarta-feira, 6 de abril de 2011

So I guess It's over...


Disse-te que acabou. Tu precisas de tempo para perceber o que queres, e eu podia dar-te tudo, mas tempo não tenho. Não se esse tempo for gasto em agonias, preocupações e dúvidas. Não tenho tempo para te convencer que sou eu quem tu queres, que seríamos óptimos juntos...porque se precisas que seja eu a fazê-lo por ti, então o meu tempo é demasiado precioso para ser gasto contigo. Tenho em mim uma réstia de esperança que ainda vais conseguir percebê-lo sem a ajuda de ninguém, no entanto vejo-te cada vez mais longe. E eu não vou tentar trazer-te de volta para junto de mim. Não quero tão pouco ficar à espera de algo que nunca vai chegar, mesmo sabendo que inconscientemente aguardo um sinal teu. E enquanto escrevo isto, percebo mais uma vez o quanto estava (e ainda estou) envolvida no teu mundo, porque isto é tudo o que consigo dizer por agora...

quinta-feira, 24 de março de 2011

It ain't over, till it's over...




Como poço de contradições que sou, a minha capacidade de aguardar persistentemente pelo desfecho de uma situação, enquanto calculo friamente cada passo a ser dado, está numa espécie de guerra interior com a impaciência que me consome. Existirá um limite de tempo em que é considerado coerente esperar por alguém? Porque eu sei que te estou a exigir demasiado em tão pouco tempo, mas não me estás a deixar ver para além do superficial. E eu estou acostumada a conseguir fazê-lo. Não espero que me caias ao pés, nem tão pouco me agrada tal ideia. Não fosse pelo orgulho que tantas vezes me domina, ou pelo pouco calculismo que me resta, já teria eu caído aos teus. Não quero jogar contigo, mas estou convencida que queres ou sentes necessidade de o fazer. Como se não conseguisses dar um passo um pouco maior, sem que tivesses a certeza que eu saberia acompanhá-lo. Como se julgasses que eu iria pregar-te uma rasteira na primeira oportunidade que surgisse. Mas sabes, eu também tenho medo. E não posso afastar as dúvidas por mim e por ti.  Dizes-me que não sou uma qualquer, que não serias capaz de ter um envolvimento meramente casual comigo, e eu agarro-me a essa intenção como se fosse uma verdade indubitável. Num momento abraças-me como se não suportasses a ideia de que aquele momento pudesse não se repetir, e no outro foges de um qualquer assunto, como se um pouco de vulnerabilidade fosse derrubar esse muro que construíste a muito custo. E é só isso que tenho. Pergunto-me quanto de mim terei que te dar, até que tu percebas que o pouco que dou é muito mais do que alguma vez dei? E quanto de ti terás de esconder atrás de uma barreira de frieza, até que eu perceba se te agarro com todas as minhas forças ou largo o pequeno pedaço que vais conseguindo dar-me?


quinta-feira, 10 de março de 2011

Aí vou eu!






E mais uma vez, és provavelmente a única pessoa que me faz tomar certas atitudes. Contigo esqueço-me de inseguranças, embaraços, tabus, medos, orgulho. Contigo, sou capaz de correr o risco de ouvir um não. Contigo sou condescendente, talvez por acreditar que ainda te conheço bem. Contigo, sou capaz de dar o primeiro passo. Contigo arrisco, mesmo sabendo que posso cair. E é por isso mesmo que vou...porque tenho que saber como te sentes e como eu me sinto. Porque preciso olhar-te nos olhos enquanto falas. E porque tenho vontade...muita vontade!
Pensar neste tempo que vou passar contigo dá-me calafrios, deixa-me nervosa, tira-me o sono, aviva memórias, faz-me ter pensamentos muito pouco puros e provoca-me falta de ar...
E tudo se resume a: AAAAAAAIIIIIIIIIII!!



quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Aquelas coisas que se dizem por aí...


...e que eventualmente nos apercebemos que são mesmo verdade.


(...)
Eu: Aparentemente nao consigo "fazer isto" de sermos amigos...esta situação deixa-me confusa e acho que é mais fácil voltarmos ao "ola, tudo bem?" de sempre... (por favor diz-me que estás na mesma situação que eu e que não queres afastar-te de mim, porfavorinho...)
Zé: Confusa em que sentido? (tu sabes muito bem meu menino)
Eu: Ao que parece não consigo separar as coisas... (aiiii, não me faças dizer tudo que isto custa muito)
Zé: Pois, já percebi essa parte! (e entaaaaaaaaaao???) Assim deixas-me sem saber o que dizer... (e pronto, já fui à vida e ainda fiz figura de parva)
Eu: Não precisas dizer nada, mas agora compreendes o porquê de eu me afastar... (em modo "drama queen" algures por esta parte)
Zé: Ok, eu percebo o porquê de te afastares...mas não deixa de ser mau porque estamos a dar-nos bem e gosto de falar contigo... (haverá necessidade de me fazeres isto?? não vou continuar a torturar-me so para te alimentar o ego..mas espera lá, secalhar há aqui uma esperançazinha)
Eu: Mas eu não posso continuar assim! (até posso vah, se me deres alguma coisinha a que possa agarrar-me)
Zé: Se achas mesmo que precisas fazer isso, eu respeito... (naaaaaaao) Mas podemos aproveitar hoje para falar à vontade, para a despedida! (wtf?? mas estás a gozar com a minha cara??)
Eu: Mas tu percebeste alguma coisa do que eu te disse?? (não me enerves paaaa) Isto não é tão fácil para mim como parece... (e "drama queen" outra vez)
Zé: Para mim também não. (quem diria...) Não percebes que tu também sempre mexeste comigo? (ai, respira...)
Eu: E tu comigo, mas ao que parece, eu não sei lidar com isso... (vá lá, última oportunidade para me fazeres mudar de idéias)
Zé: Secalhar tens mesmo razão, não fosse isto descambar... (ai mas não podia descambar se só eu é que quisesse, ai não não)
Eu: Descambar como? (agora secalhar até podias expôr-te um bocadinho não?)
Zé: Agora deves ser tu que queres um desenho... (por acaso gostava...)
Eu: Mas isso era um problema para ti? (alguém tem que puxar por isto...)
Zé: Não, devia ser? (não é um problema? então quer dizer que até gostavas?) Para ti seria? (arre, que o homem não está muito esperto)
Eu: Como deves ter reparado ao longo desta conversa....não!! (ai o que eu gostava que isto descambasse)
Zé: Mas eu pensei que estavas a dizer que querias o contrário disso. Que não querias que ficássemos outra vez apanhados um pelo outro... (really????)
Eu: Não, não era isso.
Zé: Aaahhhh, já percebi o que querias dizer. (ufaaa) Tu queres que isto dê certo mas achas que eu não quero o mesmo e é por isso que te queres afastar certo? (batam palmas, atirem foguetes...ele percebeu!)
Eu: Pois...
Zé: Eh pa, para a próxima vê lá se falas em português menos complicado! (agora batia-te...) Então deixa lá essa idéia de lado... Continuamos na mesma certo? (pelos vistos eu é que fico na mesma...)
Eu: Certo...
(...)


Parece-me que os homens têm mesmo dificuldade em perceber indirectas (até as óbvias)!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

I guess this means...






I wanna be unique, I wanna be your kind...

I wanna make you hate me then change your mind...

I wanna wear a skirt, I wanna make mistakes...

I wanna kill you first and then take your name!

Wanna tear you apart, wanna make you better...

I wanna break your heart, I wanna break your head...

So I guess this means we can't be friends!


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O não-vou-pensar-mais-em-ti-porque-o-que-tiver-de-ser-será-mas-espera-afinal-estou-a-pensar-em-ti




Pseudo-resumo quase por tópicos, sem  qualquer pingo de inspiração, de quase nove anos, baseado num tipo que pode perfeitamente estar num filme completamente diferente daquele que tenho na minha cabeça. Este podia ser o título deste post, assentava igualmente bem. Mas adiante...
Vamos lá dar um nome ao indivíduo. Seja ele o Zé.
É desnecessário estar para aqui a dizer que o Zé é um homem atraente ou qualquer outro elogio aos seus atributos físicos. Se me faz corar até à ponta dos dedos e me deixa as pernas bambas, até podia ser um Frankenstein aos olhos de qualquer outra pessoa, que não ia fazer diferença nenhuma.
O Zé é uma daquelas pessoas sociáveis que tem um amigo em qualquer canto do Mundo e arredores. Tem um daqueles corações de manteiga e uma certa inocência que chega a irritar, principalmente quando não consegue ver o que está mesmo à frente dele. Consegue ser um dos homens mais sentimentalistas que já conheci e no entanto, igualmente insensível quando se deixa levar pela sua falta de tacto tão própria. O Zé é uma criança adorável de 27 anos. Tem uma piada para qualquer situação, consegue sempre ver o lado engraçado de tudo. Ai o Zé....
O Zé foi o meu namorado durante mais de dois anos e meio. Foi O namorado, o primeiro amor e o mais sério até hoje. Erros cometidos e relação desgastada, obviamente que tivemos direito a um daqueles finais dramáticos. E o Zé ficou, digamos assim, na merda! Meses depois, cada um de nós foi deixando envolver-se pelo outro, sem que nenhum conseguisse seguir em frente ou assumir o que estava a passar-se. Eventualmente, o Zé seguiu com a sua vida e eu fiquei, ironicamente ou não, na merda! Adiante com a telenovela de bairro, eu fui-me deixando (ou não) apaixonar por outras pessoas. Poucas, na verdade. E o Zé aqui estava, na mesma cidade, na mesma rua, com a sua nova namorada. Uma menina adorável que tinha como passatempo favorito fazer-me a vida negra. Meses e mais meses e, por muito que achasse que aquela história já não me incomodava, esporadicamente lá vinha uma novidade, uma "fofoca", uma pessoa qualquer dar a sua opinião e dizer que ele iria ter sempre uma espécie de fascínio por mim. Mudaram-se os hábitos, as vidas, as cidades... A menina adorável foi à vida. Mais uns meses e o contacto entre nós praticamente inexistente. E um dia puff, começou tudo outra vez. Com uma conversa longa sobre tudo o que se passou e não passou entre nós. No meio disto o Zé diz que eu sempre fui a mulher da vida dele. Cliché a roçar ligeiramente no parolo? Sim...mas eu gosto! Não, não tivemos qualquer tipo de envolvimento físico. Apenas o meu envolvimento sentimental por ele, mais uma vez...
Falamos menos do que gostaria, vemo-nos menos ainda. Um dia sinto um passo em frente, no seguinte dois atrás. Por vezes pareces estar no mesmo "lugar" onde estou, por vezes nem por isso. Não sei o que vai acontecer, não quero pensar demasiado nisso.
Mas penso...



sábado, 29 de janeiro de 2011

Restos

"Hoje vens tu
E eu ja sei de cor
o travo do teu licor
E os restos de mim no chão."

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Ai que nervos!!!

Será assim tão complicado mostrar que, de vez em quando, apareço algures por aí no meio dos teus pensamentos?! Agarrar no telemóvel e fazer alguma coisa com o meu número? Clicar duas vezes em cima do meu nome e dizer um "olá"? Ou será que não tens vontade de o fazer, uma vez que seja? Começo a pensar que esta seja a opção mais real. Por vezes acho que os homens pressentem quando os nossos pensamentos se viram para eles mais do que o habitual. E, sem qualquer razão aparente, deixam de fazer todas as coisas que atraíram a nossa atenção e que nos levaram a alimentar esses mesmos pensamentos. Ghrrrr....
Eu não quero, mas estou prestes a ceder...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

*



E não seria fantástico se assim fosse? Quero acreditar que sim. E acima de tudo que fazemos parte deste conjunto de pessoas...



quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Expectativas

É uma verdade universal que quase nada acontece da maneira que se imagina. Isto verifica-se nas mais pequenas e vulgares situações do dia a dia, mas sobretudo nos grandes acontecimentos que insisto em idealizar de uma forma perfeita. E quando falo de "acontecimentos", refiro-me principalmente a romances platónicos e histórias de encantar que não existem. E a parte racional de mim sabe perfeitamente disso, mas insisto em sonhar acordada e acabo por sentir-me frustrada quando as coisas não acontecem da maneira que pateticamente (ou não) imaginei. Li em algum lado que quem "sonha acordado" está, de alguma forma, mais preparado para qualquer tipo de situação que possa surgir. Mas de que é que isso me serve se as coisas acabam por nunca acontecer da maneira esperada? Exacto, não me serve de nada! E no entanto continuo a fazê-lo porque, frustrações à parte, não quero deixar de o fazer...

Conheço-te à anos e posso dizer com certeza que te sabia de cor, melhor do que qualquer outra pessoa. Agora já não sei... Pareces-me tão igual em tanta coisa e no entanto não posso afirmar que ainda és a mesma pessoa. Já me apaixonei e "desapaixonei" por ti algumas vezes. Já te quis perder e já te perdi sem querer. Estivemos em caminhos separados durante muito tempo e talvez por isso não consiga perceber se mudaste, se a forma como me vês mudou. Não sei o que se passou na tua vida durante este enorme intervalo de tempo em que não falámos nada além de uns cordiais cumprimentos, em que eu não pensava que as nossas vidas se cruzariam de novo. Ou será que pensava? Sei que não consigo ser tua amiga. Não o consegui antes e não o consigo agora. Conscientemente ou não, acabas sempre por me conquistar de novo! Se ao menos me fosse possível decifrar as conversas, os olhares... Porque é que sentiste (ou sentimos) necessidade de retomar o contacto agora? Porque é que temos que "tomar um café"? Ilusão ou não, é-me impossível entrar nisto (o que quer que seja) e não esperar nada de volta.
E dou comigo a pensar em ti enquanto devia estar a dedicar-me à realização de outra das minhas expectativas, essa bem mais real e mais necessária.