quinta-feira, 24 de março de 2011

It ain't over, till it's over...




Como poço de contradições que sou, a minha capacidade de aguardar persistentemente pelo desfecho de uma situação, enquanto calculo friamente cada passo a ser dado, está numa espécie de guerra interior com a impaciência que me consome. Existirá um limite de tempo em que é considerado coerente esperar por alguém? Porque eu sei que te estou a exigir demasiado em tão pouco tempo, mas não me estás a deixar ver para além do superficial. E eu estou acostumada a conseguir fazê-lo. Não espero que me caias ao pés, nem tão pouco me agrada tal ideia. Não fosse pelo orgulho que tantas vezes me domina, ou pelo pouco calculismo que me resta, já teria eu caído aos teus. Não quero jogar contigo, mas estou convencida que queres ou sentes necessidade de o fazer. Como se não conseguisses dar um passo um pouco maior, sem que tivesses a certeza que eu saberia acompanhá-lo. Como se julgasses que eu iria pregar-te uma rasteira na primeira oportunidade que surgisse. Mas sabes, eu também tenho medo. E não posso afastar as dúvidas por mim e por ti.  Dizes-me que não sou uma qualquer, que não serias capaz de ter um envolvimento meramente casual comigo, e eu agarro-me a essa intenção como se fosse uma verdade indubitável. Num momento abraças-me como se não suportasses a ideia de que aquele momento pudesse não se repetir, e no outro foges de um qualquer assunto, como se um pouco de vulnerabilidade fosse derrubar esse muro que construíste a muito custo. E é só isso que tenho. Pergunto-me quanto de mim terei que te dar, até que tu percebas que o pouco que dou é muito mais do que alguma vez dei? E quanto de ti terás de esconder atrás de uma barreira de frieza, até que eu perceba se te agarro com todas as minhas forças ou largo o pequeno pedaço que vais conseguindo dar-me?


5 comentários:

AC disse...

Bem Left, posso dizer-te que isso é elogio do caraças! ;)
Provavelmente estaremos a passar por situações semelhantes :|

Acho que posso considerar que por vezes faço parte dessas pessoas... Mas de vez em quando temos mesmo que deixar de lado desconfianças e medos, e arriscar. Pena que o nosso timing nem sempre esteja alinhado com o de certas pessoas :\
**

kirah disse...

aiii, que se pode concluir?! rsrs...
eu por minha parte descobri que nem sempre a espera vale a pena...

AC disse...

Sim Left, tenho a certeza que sim ;) Beijo*

kirah, é verdade que nem sempre vale a pena :| Mas enquanto acharmos que sim, que venham as cabeçadas na parede e afins :P

Aislin disse...

só tendo lido este e o post mais recente só tenho uma pergunta: será que é o mesmo gaijo?
Situação familiar a tua. Eu também me agarro a pequenas palavras como: "Tu és a minha segunda oportunidade de ser feliz", "Sou sempre teu" e etc etc etc e os gostos de ti e os este sentimento é muito puro e verdadeiro. Até que ponto é legitimo estarmos a espera de uma pessoa que apesar do que diz não o demostra, não luta? E quando é que sabemos que atingimos o nosso limite? Eu ainda estou a espera que ele me venha bater à porta e diga: siga! Mas no intimo sei que isto é apenas o que gostava que acontecesse e não o que se passa na realidade. Mas a realidade doi por demais. enfim. Desculpa o comprimento do comentário.
beijinhos

AC disse...

Aislin, o post mais recente não está relacionado com este. Neste blog escrevem três pessoas, logo não é o mesmo moço! :P
No entanto, concordo com o que disseste :) Beijinho*