terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O não-vou-pensar-mais-em-ti-porque-o-que-tiver-de-ser-será-mas-espera-afinal-estou-a-pensar-em-ti




Pseudo-resumo quase por tópicos, sem  qualquer pingo de inspiração, de quase nove anos, baseado num tipo que pode perfeitamente estar num filme completamente diferente daquele que tenho na minha cabeça. Este podia ser o título deste post, assentava igualmente bem. Mas adiante...
Vamos lá dar um nome ao indivíduo. Seja ele o Zé.
É desnecessário estar para aqui a dizer que o Zé é um homem atraente ou qualquer outro elogio aos seus atributos físicos. Se me faz corar até à ponta dos dedos e me deixa as pernas bambas, até podia ser um Frankenstein aos olhos de qualquer outra pessoa, que não ia fazer diferença nenhuma.
O Zé é uma daquelas pessoas sociáveis que tem um amigo em qualquer canto do Mundo e arredores. Tem um daqueles corações de manteiga e uma certa inocência que chega a irritar, principalmente quando não consegue ver o que está mesmo à frente dele. Consegue ser um dos homens mais sentimentalistas que já conheci e no entanto, igualmente insensível quando se deixa levar pela sua falta de tacto tão própria. O Zé é uma criança adorável de 27 anos. Tem uma piada para qualquer situação, consegue sempre ver o lado engraçado de tudo. Ai o Zé....
O Zé foi o meu namorado durante mais de dois anos e meio. Foi O namorado, o primeiro amor e o mais sério até hoje. Erros cometidos e relação desgastada, obviamente que tivemos direito a um daqueles finais dramáticos. E o Zé ficou, digamos assim, na merda! Meses depois, cada um de nós foi deixando envolver-se pelo outro, sem que nenhum conseguisse seguir em frente ou assumir o que estava a passar-se. Eventualmente, o Zé seguiu com a sua vida e eu fiquei, ironicamente ou não, na merda! Adiante com a telenovela de bairro, eu fui-me deixando (ou não) apaixonar por outras pessoas. Poucas, na verdade. E o Zé aqui estava, na mesma cidade, na mesma rua, com a sua nova namorada. Uma menina adorável que tinha como passatempo favorito fazer-me a vida negra. Meses e mais meses e, por muito que achasse que aquela história já não me incomodava, esporadicamente lá vinha uma novidade, uma "fofoca", uma pessoa qualquer dar a sua opinião e dizer que ele iria ter sempre uma espécie de fascínio por mim. Mudaram-se os hábitos, as vidas, as cidades... A menina adorável foi à vida. Mais uns meses e o contacto entre nós praticamente inexistente. E um dia puff, começou tudo outra vez. Com uma conversa longa sobre tudo o que se passou e não passou entre nós. No meio disto o Zé diz que eu sempre fui a mulher da vida dele. Cliché a roçar ligeiramente no parolo? Sim...mas eu gosto! Não, não tivemos qualquer tipo de envolvimento físico. Apenas o meu envolvimento sentimental por ele, mais uma vez...
Falamos menos do que gostaria, vemo-nos menos ainda. Um dia sinto um passo em frente, no seguinte dois atrás. Por vezes pareces estar no mesmo "lugar" onde estou, por vezes nem por isso. Não sei o que vai acontecer, não quero pensar demasiado nisso.
Mas penso...



2 comentários:

R. disse...

É complicado quando ficamos amarrados dessa forma. Dizer-te para não pensares no assunto seria inútil, pois sei que é impossivel, e sei que este je ne sais quoi de masoquismo apesar de na maioria das vezes magoar, tem outras em que parece trazer um certo conforto... Quem ler o que escrevi e nunca passou pelo mesmo, não vai entender, mas é mesmo assim. Nós mulheres gostamos de sofrer...

AC disse...

É bem verdade! ;)